Quem faz doação de sangue regularmente ou quem pretende fazer, pela primeira vez, tem mais um motivo – os festejos juninos - para comparecer ao posto móvel ou à sede da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), no Rio Vermelho. Para receber os doadores, o Hemóvel permanece, nesta sexta-feira (5), na entrada principal do Salvador Shopping.
O reforço do estoque na época das festas de junho é necessário porque cresce muito o número de acidentes, principalmente automobilísticos, gerando maior procura por bolsas no banco de sangue de Salvador e no interior do estado.
A unidade continua no Salvador Shopping, até por volta das 17h, quando o ônibus segue para manutenção – o posto móvel retorna ao mesmo local nas próximas terça e quarta-feira (9 e 10).
Medula óssea
Além de doar sangue, no Hemóvel é possível realizar o cadastro de medula óssea, procedimento simples, no qual é retirada uma amostra de 5ml de sangue. O doador é cadastrado num sistema que permite o cruzamento de dados com pacientes que precisam do transplante.
Segundo a assistente social da Hemoba, Ana Cátia Rocha, a iniciativa do Hemóvel atrai mais pessoas, uma vez que o diferencial é levar o hemocentro até o doador. Gente que passa para pedir informações conhece o procedimento, que é rápido e simples, e acaba doando sangue e medula.
“É preciso que as pessoas estejam doando sangue sempre, mas em algumas épocas do ano essa necessidade cresce ainda mais. Por isso estamos reforçando nossas campanhas e disponibilizando a agenda do Hemóvel no nosso perfil do Facebook e no site da Hemoba ”, explicou a assistente social.
Para realizar doação a pessoa precisa ter entre 18 e 55 anos, estar bem alimentada e com boa saúde. É necessário também apresentar documento oficial com foto para o cadastro com informações pessoais do doador, que depois passa por triagem com um médico para verificar e atestar a possibilidade de doação.
Procedimento
A praticidade do procedimento levou o advogado Marcelo de Souza Lima a procurar a Hemoba, na manhã desta sexta, e se cadastrar no banco de doadores de medula. “Eu doou sangue há 15 anos, mas nunca para medula. Depois de ver casos de pessoas que precisavam de sangue, pela televisão e também em redes sociais, fiquei sensibilizado”.
Ele destacou a importância de ajudar o próximo. “Algo tão simples e que pode mudar a vida de uma pessoa, muda também a vida e dá mais cidadania a quem doa”, disse o advogado pouco antes de fazer a doação.
Grávidas, pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue e tiveram diagnóstico de hepatite, após os 11 anos, não podem doar. Mais informações podem ser encontradas no site da Fundação Hemoba. |