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1:41 PM
RIO BRANCO/AC: PM RESGATA SARGENTO PRESO POR DELEGADO, VEJA VÍDEO E DEPOIMENTOS

O acidente teria acontecido, de acordo com os relatório da polícia, às 15h. A ocorrência passou para a responsabilidade da Civil às 19h30. Após a negativa, o delegado pediu novamente o teste para completar o relatório feito pelo sargento, porém, o oficial negou a requisição do teste e não assinou o documento em que aparecia como testemunha do caso.


Delegado Leonardo Santa Bárbara

"O conduzido queria fazer o bafômetro. Quando levei o documento da oitiva para que o sargento assinasse, ele se negou porque no documento dizia que ele negava a fazer o procedimento. Desta forma, dei voz de prisão por falso testemunho e desobediência", diz.

Sargento Wendel

Ao G1, o sargento afirma que o delegado agiu com abuso de autoridade e apontou uma arma para seu rosto dentro da delegacia. Ele garante que levará o caso ao Ministério Público do Acre. Sobre essa acusação, o delegado nega veementemente e afirma que ao dar voz de prisão ao sargento ele fez menção à sua arma.

"Dei a voz de prisão, ele pegou na arma dele, eu levantei e pedi que ele permanecesse da forma que estava. Em nenhum momento apontei minha arma para o rosto dele. Até porque eu estava acompanhado de outros policiais que podem comprovar isso", garante.

Após a prisão do sargento, o delegado disse que informou a ação aos superiores da Polícia Militar. E a partir daí, de acordo com Santa Bárbara, os militares começaram uma espécie de convocação para o resgate do sargento. "Os militares entraram em número bem maior que os civis. Foi um arrastão da Polícia Militar, com direito a fuzil e metralhadora. Foi uma atitude que gerou dano ao patrimônio público, agressão e arrebatamento de preso", diz.

Já o sargento afirma que após o delegado avisar que pretendia autuá-lo por desobedecer a uma ordem, decidiu ligar para o seu superior, o tenente-coronel da PM Márcio Alves. Wendel contou que, quando o delegado disse que ia levá-lo para a cela, contestou, alegando que como policial não podia dividir a cela com outras pessoas, incluindo o suspeito que tinha levado para a delegacia.

Para Wendel, não houve invasão ou resgate, e sim uma "ação arbitrária". "Me agrediram e me puxaram. Foi nesse momento que a PM sentiu que devia me retirar daquele local, dado que os delegados estavam extremamente exaltados", diz.

Santa Bárbara reafirma que agiu dentro da lei. "O caso foi passado para a Corregedoria que vai designar um delegado para tomar as providências necessárias", informa.

O tenente-coronel Márcio Alves, apontado como o responsável pela invasão e resgate, negou em coletiva nesta segunda que houve uma invasão. Ele afirma que os policiais estavam repassando ocorrências na Defla. "A delegacia se encheu de ocorrências que não estavam sendo gerenciadas e começaram a vir policiais naturalmente. Não porque estavam invadindo, mas estavam com demandas", defendeu.

Em contraponto, o delegado disse que neste período nenhuma ocorrência foi registrada e reafirma que os militares estavam atendendo a um chamado para o resgate do preso.

A informação é confirmada pelo delegado Rodrigo Noll. "Durante a invasão, não houve registro de ocorrência, os policiais agiam com gritos de ordem", afirmou ele que foi chamado no momento do tumulto.

Para Rodrigo, a PM deve reconhecer a gravidade do ocorrido. "Invadem a delegacia e o coronel vai à imprensa dizer que é normal. Voltamos à ditadura, vamos voltar a torturar, a fazer execuções. Isso tem que ser repensado", finaliza.

Crise deve ser evitada, diz delegado Alcino
O delegado e membro da Associação de Delegados de Polícia do Acre (Adepol), Alcino Júnior, também presente no momento da confusão, defendeu a atuação do delegado Santa Bárbara e disse que o caso precisa ser apurado com rigor. Para ele, a população deve ser o foco das instituições e uma crise entre as polícias deve ser evitada.

"Se tivesse alguma ilegalidade na postura do delegado, outras instâncias são competentes para julgar. É um fato preocupante. No passado tínhamos o grupo de extermínio, de repente você desacredita das instituições legais constituídas e começa a fazer o que acha certo", diz.

Alcino ressaltou que não é momento de rivalidade entre as bases e que as instituições devem seguir unidas para que seja garantido à sociedade a Segurança Pública. "É um fato que precisa ser apurado, não pode ser deixado de lado, porém, não acredito que haja uma rivalidade entre os delegados e oficiais", destaca.

Fonte: G1

Vídeo: Terra Tv

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