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Main » 2013 » Junho » 13 » QUIXABEIRA COMPLETA 24 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
1:19 AM
QUIXABEIRA COMPLETA 24 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA


O Grupo Jorgequixabeira deseja muita prosperidade para o município e a todos quixabeirenses muitas alegrias.

O município de Quixabeira é oriundo de Serrolândia, de quem foi desmembrado em 1989. Esta foi emancipada em 1962, e pertencia a Jacobina. O nome Quixabeira deriva da planta de mesmo nome, muito conhecida na região, a Sideroxylon obtusifolium, pertence à família Sapotácea, árvore que atinge 15 metros de altura, armada de espinhos, lactescentes, de folhas alternas, cariáceas, com flores perfumadas, pequenas, de sabor adocicado e agradável. O fruto da Quixabeira é uma baga de cor preta, comestível e de sabor adocicado, contendo uma única semente que apresenta um leite grosso e pegajoso. Sua madeira é utilizada na construção civil por ser boa para ser torneada e as hastes mais finas vergam, mas não quebram. Dizem que os bodes, que com estes se alimenta é luzidio, gordo, bonito e de carne gostosa. As folhas são forrageiras e possuem propriedades adstringentes e tônicas. A casca tem grande aplicação na medicina doméstica, é antidiabética, onde o chá faz desaparecer em poucos dias o açúcar da urina do diabético que o usa; é tônica, pois quem faz uso dela se sente remoçar e se torna corado e forte; é adstringente por ser rica em tanino, e é cicatrizante. Ocorre na caatinga do Piauí até o norte de Minas Gerais.

O município se formou a partir do ano de 1943, quando o senhor Martinho Pereira Lima, junto com seus amigos, pensou em criar um povoado nas terras da fazenda Lagoa das Quixabeiras, pertencente ao senhor José Sousa Novais, mais conhecido como Zé de Belau, seu sogro, que não gostou nem um pouco da ideia, que surgiu porque a fazenda ficava às margens da estrada que ligava São José do Jacuípe a Itapeipú, e por ser rota dos tropeiros que vinham do sul da Bahia trazendo mantimentos facilitaria o pouso dos mesmos e também ajudaria o comércio dos produtos da região, tais como: farinha de mandioca, mamona, ouricurí, pele de animais e outros. Apesar da não aprovação do seu sogro, Martinho não desistiu da idéia de transformar aquela fazenda em um povoado. O senhor Zé de Belau chateado com a determinação do seu genro, resolveu ir embora deixando o caminho livre para Martinho. Esse por sua vez, aproveitando a oportunidade, logo iniciou a limpeza do terreno próximo a fazenda, construindo uma casa e um ponto de venda. Pouco a pouco, seus amigos também foram construindo suas casas e seus comércios, aumentando a população do povoado. E em 21 de abril de 1943 num domingo de páscoa, foi realizada a primeira feira livre, localizada na praça da matriz á sombra de um umbuzeiro, onde era comercializado vários produtos tais como: couro, carnes, animais, farinha de mandioca, feijão, esteiras, chapéus, cestos, ovos, doces e outros. As primeiras casas foram sendo construídas e logo a vila era formada. A maioria dos mantimentos eram trazidos de Jacobina em lombos dos animais (burros), único meio de transporte naquela época, de onde vinham, óleo, café, trigo tecidos e outros. O serviço de entregas de correspondências também era realizado desta maneira. Logo surgem os primeiros carros, e foram recebidos com espanto pela comunidade, o primeiro morador a possuir um caro foi o Sr. Jove de Félix, em 1950, e Etelvino Carneiro a possuir o primeiro caminhão da cidade. A enegia a motor foi instalada e com ela novos avanços surgiram como o primeiro rádio que pertenceu ao Sr. Etelvino Carneiro, trazido do Sul da Bahia, e a primeira televisão pertencida a Dalberto Lima, adquirida em Jacobina em 1972. Despertando a curiosidade dos munícipes que vinham assistir a novela "Cavalo de aço", que passava na época.
Em 1962, Serrolândia é emancipada e o povoado de Quixabeira que até então pertencia a Jacobina, é anexada a esse novo município. Alguns anos depois, já no final da década de 70, o então vereador Raulindo de Araujo Rios, apresenta um projeto na Câmara Municipal de Vereadores de Serrolândia de elevar o povoado à condição de distrito, o que veio a acontecer em 1978. O mesmo vereador, junto com outros vereadores da época e vários membros da sociedade, em 1980, travou uma batalha na Assembleia Legislativa da Bahia para emancipar Quixabeira.
Nove anos depois acontece o plebiscito onde o povo diz sim à emancipação. No dia 14 de junho de 1989, sob a lei 5.019/89, Quixabeira é desmembrada do território de Serrolândia e torna-se município, 46 anos depois de sua fundação. Em 15 de novembro de 1989 houve a primeira eleição com 2.534 eleitores, onde Raulindo Rios foi eleito prefeito. Foram 34 candidatos a vereador, 9 deles eleitos: Edário Pereira de Sousa, Alcivan Perreira de Sousa , Francisco Ribeiro da Silva, Carlito Oliveira Ribeiro Rios, Genézio Novais de Sena, Elias Felix Oliveira, Juceli Barbosa de Oliveira, Joel dos Santos e Julio Sousa Silva. O mandato de Raulindo Rios, primeiro prefeito, foi de 1989 a 1991. Seguido por Lídio Ribeiro (1992 a 1995), Raulindo Rios novamente, em dois mandatos (1996 a 1999, e 2000 a 2004) e Mário Alves de Lima (2004-2008). O atual prefeito é Eliezer Costa, que tomou posse em 2009.

Distritos e povoados

O municipio de Quixabeira é constituído de dois distritos, o distrito sede e o distrito de Jaboticaba, além de seis importantes povoados: Alto do Capim, Baixa Grande, Campo Verde, Cova do Anjo, Ramal e Várzea do Canto.

 

Distrito de Jaboticaba


Surgiu em 1954, fundada pelo senhor Manoel Avelino. Localiza-se a três quilômetros da margem do rio Jacuípe, sendo isso o maior motivo do crescimento e do desenvolvimento desse distrito. Sua economia é baseada na agricultura, como o cultivo de frutas, verduras e hortaliças, além da piscicultura. Em Jaboticaba existem várias associações, que incentivam a busca por melhores condições de trabalho e de vida, como a Associação de Apicultores da região de Quixabeira, a APPJ (Associação de Pequenos Produtores de Jaboticaba), Associação de pescadores, Projeto Conviver, entre outros. O distrito também tem a importante presença da Escola Família Agrícola, fundada em 1994, e atualmente atendendo a 214 alunos do Ensino Fundamental e da Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Agropecuária Integrada ao Ensino Médio, estudando principalmente a realidade agropecuária. A escola tem uma abrangência de 25 municípios, dentre estes, os 14 que compõem o CODES Bacia do Jacuípe, 59 comunidades e 136 famílias sendo beneficiadas. É apoiada por projetos italianos, como Mägis, Coperazione Itliana, que ajudam a manter projetos como zootecnia, engenharia, administração, oleicultura, caprino cultura de leite e de corte, apicultura, avicultura e reflorestamento. A escola possui biblioteca, laboratório, sala de informática, auditório, oficina hidráulica e foi implantada pelo Pe. Xavier Nichele

 

Povoado de Alto do Capim


Surgiu em 1967, tendo como primeiros moradores os senhores Davino Juvêncio, Anerina Maria de Jesus, Leonarda. O lugar é bem rico culturalmente e possui diversas manifestações artísticas, como o trançado, confeccionado pelo senhor José Lúcio dos Santos, responsável pela produção de balaios, cestas, caçoás, manzoá (cesta para pesca), entre outros. E a produção de esteiras, vassouras, capangas, derivados da palha, e realizado pelas senhoras Dezinha e Dete de Rafael. Tem também sambistas e repentistas, com os senhores Nelcir de Souza e Liquinho, que tocam samba de crioula, e usam instrumentos como violão, cavaquinho, pandeiro, prato e cuia. O distrito possui cerca de 1.500 habitantes.

Povoado de Baixa Grande


Surgiu em 1970, fundado pelos senhores Keninho, João de Jorge, Adelino Alves de Lima e João Jorge dos Santos. Conhecido como a "terra do beiju", produto típico da região, Baixa Grande tem como principal meio de subsistência o trabalho rural. Lá existem algumas associações, como a Casa do Beiju, Casa de farinha Comunitária, Associação Comunitária de Agricultores Rurais, Fábrica de Doces, entre outros.

Povoado de Campo Verde


O povoado de Campo verde surgiu em 1964, tendo como seus fundadores os senhores: Franscisco de Araújo, José Maurício de Araújo, Tadeu Araújo, Trajano Neto, entre outros. Foi um dos primeiros distritos da cidade. Deu-se o nome de Campo Verde devido os campos que rodeiam o distrito. Também em 1964 foi construída a Igreja Adventista, motivo que contribuiu para o crescimento do local, pois ao invés de morarem em locais isolados as pessoas passaram a povoar um mesmo ponto. Possui cerca de 700 habitantes.

Povoado de Ramal


Surgiu no ano de 1967, um ano antes da construção da BR-324 (Salvador-Jacobina-Salvador), que atravessa a área do povoado, que por sua vez, cresceu ao redor dela. Fica à 9 km da sede, e pode ser considerado como a entrada da cidade, já que é por meio dele que se chega ao centro do município e consequentemente aos demais povoados. Possui cerca de 600 habitantes.

Fonte: wikipedia

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