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Main » 2015 » Julho » 23 » PONTOS DE CIDADANIA JÁ REALIZARAM 16,7 MIL ATENDIMENTOS EM SALVADOR
9:17 AM
PONTOS DE CIDADANIA JÁ REALIZARAM 16,7 MIL ATENDIMENTOS EM SALVADOR

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Implantado há um ano na Praça Marechal Deodoro [Praça das Mãos], no Comércio, e na localidade conhecida como Pela Porco, na região da Sete Portas, ambas em Salvador, o Ponto de Cidadania registrou, entre junho de 2014 e julho de 2015, a marca de 16.785 mil atendimentos. O projeto é executado pela Secretaria de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS), por meio da Superintendência de Prevenção e Acolhimento ao Usuário de Drogas e Apoio Familiar e com o apoio do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad) e a Defensoria Pública do Estado.

Nos contêineres onde funcionam os pontos, além de receber preservativos e produtos de higiene pessoal como escova de dente, creme dental, barbeador e sabonete, as pessoas em situação de rua têm a possibilidade tomar banho. Equipes compostas por psicólogo, enfermeiro, assistente social, pedagogo, técnico de enfermagem e redutor de danos em cada ponto são responsáveis por prestar atendimento e repassar orientações que minimizam as dificuldades enfrentadas pelos moradores em situação de rua. Parte deles, inclusive, é usuária de substâncias psicoativas como o crack.

Ana Rita Assis atua como redutora de danos no Ponto de Cidadania do Pela Porco. Ela explica que, quando alguém procura o local com demanda na área da saúde, por exemplo, é feito o encaminhamento. “A gente encaminha para atendimento de saúde aqui no 14º Centro, pra tirar [emitir] documentação. Se eles tiverem algum problema na Justiça, a gente faz encaminhamento também”. Conforme Ana, quem demonstrar interesse em abandonar vícios e quiser iniciar um tratamento “é feito o encaminhamento para o centro terapêutico. Se eles mesmos quiserem”.

Satisfação pela oportunidade 

Com 52 anos e na “melhor fase da vida”, como ele mesmo faz questão de enfatizar, Anselmo Luis Santana Santos é um exemplo de pessoa que aproveitou a oportunidade que lhe foi proporcionada para mudar de vida. 
Casado, ele afirma que uma das principais realizações nesta nova etapa pessoal foi a adoção da filha. “Sempre tive vontade de ter minha filha, mas nunca tive condições de ter uma minha mesmo [biológica], mas adotei uma que fez dez anos agora. Amo, adoro. O que as pessoas precisam é de uma oportunidade para construir uma vida [digna] e pessoas que apóiem”.

Após envolvimento com drogas e alcoolismo, que resultou em muitas noites dormidas nas ruas de Salvador, Anselmo relata com brilho no olhar a conquista de ter se livrado dos vícios e, atualmente, ser uma dos colaboradores do Ponto de Cidadania exercendo a função de redutor de danos, na Praça das Mãos. “Brigava muito em casa com minha companheira. Não tinha quase nenhuma expectativa de vida. Trabalhar com essa galera [da rua], ajudar eles é como se estivesse me ajudando. Sei como é essa vida desses caras. É muita discriminação, preconceito. Eu achei apoio do Ponto de Encontro e do Cetad. Trabalhando aqui, me sinto cada vez mais curado dos traumas de antes. Assim como aconteceu comigo, espero ajudar muitos”.

O Ponto de Encontro foi um projeto do Governo do Estado que antecedeu o Ponto de Cidadania. Por meio dele, em um casarão localizado no Santo Antônio Além do Carmo, iniciou-se a aproximação com as pessoas que vivem em situação de rua, no Centro Histórico de Salvador (CHS).

Novos pontos 

Coordenadora do projeto, Patrícia Flach informou que outros dois Pontos de Cidadania serão implantados em Salvador nos próximos meses. Um deles, na localidade conhecida como Baixa do Fiscal e, o outro, em um local a ser definido após mapeamento que será realizado pela SJDHDS. Segundo ela, além dos encaminhamentos feitos aos serviços de saúde, há articulação para que as pessoas em situação de rua sejam atendidas por dispositivos de assistência social e organizações não-governamentais, que atuam na região onde os pontos estão instalados. 

De acordo ainda com a coordenadora, na Sete Portas, durante a noite e madrugada, existe uma concentração de travestis que fazem parte de uma população extremamente vulnerável, alvo de preconceitos e que também usam de substâncias psicoativas. “O uso está muito associado ao sofrimento e a forma de existência destas pessoas. Por isso, vamos fazer um trabalho à noite, com a equipe de consultório na rua, no sentido de construir um vínculo, promovendo a saúde, prestando assistência a estas pessoas, realizando o que a gente já faz no cotidiano com os usuários, que é abrir os espaços da rede para o acolhimento e assistências nas suas necessidades”.

Corra pro Abraço


Também focado nas pessoas em situação de rua que fazem uso ou não de substâncias psicoativas, o projeto Corra pro Abraço, também da SJDHDS, quatro vezes na semana vai às ruas se reunir com esta população. As segundas e quartas-feiras, a equipe se concentra na Praça das Mãos e, nas terças e quintas, na Estação do Aquidabã. 

A iniciativa integra o trabalho de extensão que, segundo a supervisora de campo do projeto, Jamile Carvalho, convida as pessoas a irem ao Ponto de Cidadania, além de serem encaminhadas aos serviços públicos de saúde e serviço social. também são acompanhadas no SAC para emissão de documentos. 

“A principal diferença do Corra [pro Abraço] é que a gente trabalha a noite, das 17 até as 20h, nos dois territórios [Comércio e Aquidabã]. Trabalhamos em cenas de uso com os usuários, a partir da redução de danos, que é a nossa principal metodologia de trabalho”, explica Jamile.

Composta por 13 profissionais, educador físico, antropólogo, assistente social, sociólogo, entre outros, a equipe do Corra pro Abraço incorporou, recentemente, um advogado à equipe. “A gente trabalha com uma população que tem muitos egressos do sistema prisional, que acaba indo morar na rua, por conta da situação de pendências com a Justiça. Então, o advogado faz o acompanhamento dos processos, além de incentivá-los a cumprirem as medidas [judiciais] e responda o processo na Justiça”.

Jamile explicou que não é feito um trabalho aleatório na cidade, mas sim uma abordagem com local, dia e horário marcado. “Temos os pontos de concentração, onde já conhecemos esta população. A gente faz todo um investimento. Trabalhamos com arte-educação, esporte, cultura, acesso a bens culturais. Fazemos um trabalho a partir da construção de vínculos. A partir disso é que despertamos neles o desejo de se cuidar, se inserir em algum projeto, alguma ação do Governo e até mesmo parar com o uso”.

Morador de um casarão no Comércio, o cabeleireiro Asthar Sheraw da Costa considera os colaboradores do Corra pro Abraço como amigos que o ajudaram a viver de uma forma mais segura e saudável. “Muitas pessoas estão se desenvolvendo. Ele [o projeto] vem trazer muitas informações legais para as pessoas que não conheciam as formas de se ajudar. Eu sou uma dessas pessoas”.

Fonte: SecomBA

Category: NOTÍCIAS | Views: 273 | Added by: tainá | Rating: 0.0/0
                                 
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