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3:56 PM
OFICINAS DE HIGIENIZAÇÃO DE PAPÉIS MARCAM DIA DO ARQUIVO PÚBLICO

As histórias da Bahia e do Brasil registradas em manuscritos e impressos estão disponíveis para a população no Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb), localizado na Baixa de Quintas, em Salvador, e que em 2015 completa 125 anos. Pesquisadores e estudiosos podem contar com acervo de mais de nove quilômetros de documentos de natureza pública e privada, os quais resgatam as épocas colonial, monárquica e republicana. 

Nesta terça-feira (9), quando é celebrado o Dia Internacional dos Arquivos Públicos, a oferta de conteúdo foi incrementada com oficinas de higienização de papéis, uma exposição, que destacou os conjuntos documentais reconhecidos como memória do mundo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), uma roda de conversa sobre instrumentos de pesquisa, além do lançamento de um livro, no qual estão reunidas todas as leis da Assembleia Legislativa Provincial e atos dos presidentes provinciais sobre educação pública. 

A publicação foi organizada pela historiadora Antonietta de Aguiar Nunes, que trabalhou na instituição como historiógrafa durante 30 anos. “Além de historiógrafa, fui professora de história da educação na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Com essa atividade, me interessava conhecer todas as leis e atos ligados à educação. Este livro é um ementário de todas as leis e atos provinciais da educação. Desde a criação das escolas, em toda a Bahia, até as nomeações dos diretores e professores que atuaram nelas. O objetivo é orientar pesquisadores da área de educação sobre o contexto na época do império”. 

Processo de modernização

O Arquivo Público da Bahia passa por um processo de modernização. Resultado da parceria entre a Fundação Pedro Calmon e a Ufba, um projeto de digitalização dos livros notas é realizado no local. A expectativa é que, com o projeto de duração de dois anos, 900 livros sejam digitalizados, o que corresponde à produção de cerca de 400 mil imagens. 

“A digitalização serve para divulgar e democratizar o acesso à documentação, além da preservação do mesmo. Com esse processo, não tem necessidade de haver contato com o documento original. A digitalização permite que os pesquisadores e o público em geral tenham acesso online ao conteúdo ofertado”, ressalta o coordenador técnico do projeto, Urano Andrade. 

Livros de notas consistem de todos os registros cartoriais do Arquivo Público, desde documentos de compra e venda de escravos, cartas de liberdade, compra e venda de imóveis, aforamento de terras e terrenos, entre outros que fizeram parte do processo de colonização, império e república do Brasil. 

Mais antigo acervo

O registro mais antigo do acervo de publicações do Arquivo Público do Estado é uma carta de doação da Ilha de Itaparica escrita por Thomé de Souza em 1552. Também fazem parte do conteúdo armazenado fotografias, diários oficiais e jornais de época, sendo o ‘Idade D’Ouro’, de 1808, o mais antigo do Brasil. 

As publicações são monitoradas, higienizadas e preservadas na Coordenação de Arquivos Permanentes. Na Sala de Pesquisa, logo ao lado, os interessados têm acesso a todo o acervo, que pode ser conferido também pelo Sistema Interno de Consulta e Registro de Acervo (Sicro). As informações contidas nos documentos atraem estudiosos de várias partes do País, como o historiador Luiz Cláudio Ribeiro. 

“Sou professor, historiador da Universidade Federal do Espírito Santo, e pesquiso a história colonial da antiga capitania do Espírito Santo, hoje estado do Espírito Santo. Como Salvador já foi a sede do Governo Geral, no século 16, eu vim até o Arquivo Público da Bahia buscando esta documentação. Este lugar é rico em informações”, disse o pesquisador. 

A diretora do Arquivo Público, Maria Tereza Matos, justifica a importância da instituição, que “é reconhecida nacionalmente como uma instituição pública estadual de uma maior importância, uma vez que tem a custódia de documentos acumulados durante o período colonial, quando Salvador abrigou a capital. Aqui existem documentos únicos. Por isso, essa importância”. 

Fonte: SecomBA
 

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