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5:17 PM
GOVERNO VAI INVESTIR R$10 MILHÕES PARA MULTIPLICAR DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

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Promover ações que incentivem a população e capacitem os profissionais de saúde para multiplicar o número de doação de órgãos na Bahia é o objetivo da Política Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos, Tecidos e Transplantes, lançado pelo governador Rui Costa, na manhã desta terça-feira (22), no auditório da Secretaria de Educação, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Para isso, mais de R$ 10 milhões serão investidos, por ano, para alavancar desde a doação, passando pela captação, chegando até a fase de acompanhamento antes e depois dos transplantes para os pacientes – os quatro pilares do plano estadual. A ideia é que os recursos sejam utilizados, entre outras áreas, para reduzir as dificuldades na realização de transplantes, incluindo estímulo financeiro às equipes médicas e hospitais, até o investimento em equipamentos, exames e medicamentos de alto custo na capital e interior.

Durante a cerimônia de lançamento do plano estadual, o governador falou sobre o que classificou como mais uma das ações para desenvolver a saúde na Bahia. "Eu acredito que com determinação e trabalho todos os desafios podem ser superados. Esse ano, em termos de recursos, está muito difícil para a Bahia, mas aqui queremos fazer mais e melhor, gastando menos, e por isso estamos apostando nessa iniciativa. Primeiro porque daremos qualidade de vida a milhares de pessoas, mas como se isso tudo não bastasse, vamos reduzir o custo de tratamentos, com o transplante. Depois de um cerca de um ano, cada transplante realizado vai significar redução do custo de tratamento. Queremos expandir a estrutura transplantadora cada vez mais e, além da rede pública, vamos incentivar a realização de parcerias com a rede privada para quem queira disponibilizar sua estrutura para esses procedimentos", destacou Rui, que afirmou acreditar que a falta de recursos será superada com as estratégias corretas, que, além de economia, promovem qualidade e melhoria de vida do povo baiano.

Atualmente, dois mil baianos estão na fila de espera por um transplante de órgão, mas a ideia é reduzir e, no caso de alguns órgãos, como a córnea, zerar essa fila de espera. Para o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, sociedade, pacientes e profissionais da área estão envolvidos no plano e são fundamentais para o desenvolvimento e sucesso dessas ações. "Com a participação de todos, vamos eliminar os impasses para a doação e transplantes, sejam eles educacionais, técnicos, de capacitação ou estrutural. Estamos apoiando as equipes médicas e os pacientes com estrutura e com medicação e iremos eliminar os atuais impedimentos para que quem precisa receba assistência. É uma política inovadora e única no Brasil, que vai alavancar e transformar a Bahia numa pátria transplantadora", falou.

O objetivo é desenvolver essas atividades no estado em um curto prazo, cerca de um ano. Entre as metas estão as de triplicar a doação e o transplante de córnea no primeiro ano; dobrar a doação de órgãos sólidos no primeiro ano; além de aumentar em 50% o número de transplantes de órgãos sólidos a partir do ano que vem e nos anos seguintes, até zerar a fila de espera. Além de aumentar a quantidade de transplantes, a política estadual ainda deve realizar procedimentos que não estavam sendo feitos na Bahia, como os transplantes de coração, desativado desde 2009. De acordo com o secretário Fábio Vilas-Boas, até o final deste ano, o primeiro procedimento de coração acontecerá no Hospital Ana Nery.

Segundo o secretário Fábio Vilas-Boas, já no primeiro ano a expectativa é zerar a fila de espera por transplante de córnea, ampliar significativamente os transplantes de rim, fígado e medula óssea, bem como realizar o primeiro transplante de pulmão.

Ações de conscientização 

Uma das grandes dificuldades na ampliação do número de transplantes no estado é a autorização familiar para a doação. Na Bahia, 70% das famílias com parentes em morte encefálica negam a doação. Por isso, atividades educacionais e campanhas de conscientização devem ser desenvolvidas. Segundo o coordenador do Sistema Estadual de Transplante, Eraldo Moura, o esclarecimento sobre o procedimento de doação deve começar desde cedo e a equipe médica deve continuar sendo acompanhada, para estimular a realização de protocolos que comprovem a morte encefálica. 

"Primeiro ponto desafiador é um processo cultural do envolvimento da equipe médica na abertura dos protocolos, mas, passado isso, há o índice grande de rejeição dos familiares. Queremos reforçar a educação desde a infância, nas escolas, passando pelas academias e faculdades, educando os profissionais. Participando mais ativamente na gestão dos hospitais e aumentando esses fluxos”, explicou o coordenador.

Tratamento Fora de Domicílio 

Atualmente, como não há como os pacientes serem atendidos em sua totalidade no estado, eles recebem auxílio através do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), que funciona encaminhando os baianos para outros estados, com acompanhante e ajuda de custo, incluindo passagens, traslado do aeroporto para o hospital, além de valores para auxílio de manutenção nas cidades onde o tratamento estava sendo realizado. Anualmente, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) gasta cerca de R$ 10 milhões com TFD, sendo mais de 80% com transplantes, o que poderá ser empregado em outros tratamentos com a expansão do número de transplantes dentro do estado. 

Para o motorista Jorge Barbosa Almeida, a ajuda do tratamento fora de domicílio possibilitou a ida dele para o estado de São Paulo, onde recebeu um novo rim, há cerca de um ano e meio. “Hoje eu tenho uma vida normal, me cuido por causa do transplante, mas mudou muita coisa para mim. Espero que outras pessoas possam vivenciar isso e que mais famílias façam a opção por doar os órgãos de seus entes queridos, para que a vida de seus parentes não se perca, mas se multiplique, com os transplantados”, falou Jorge. 

 

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