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Main » 2013 » Outubro » 14 » "EU PEÇO QUE ELA REFLITA SOBRE O QUE ELA FEZ", DESABAFA MÃE DE IRMÃOS MORTOS EM ONDINA DURANTE PASSEATA
11:46 AM
"EU PEÇO QUE ELA REFLITA SOBRE O QUE ELA FEZ", DESABAFA MÃE DE IRMÃOS MORTOS EM ONDINA DURANTE PASSEATA


Mais de duas mil pessoas se reuniram em uma caminhada pela paz na tarde deste domingo (13), no bairro da Barra. Parentes, amigos e pessoas que sequer conheciam os irmãos Emanuel, 21 anos, e Emanuelle Gomes, 23, participaram ontem da passeata entre o Farol da Barra e Ondina, onde morreram as vítimas. A mãe dos irmãos, visivelmente emocionada, foi amparada por amigos durante todo o trajeto. "É um sentimento de dor, de dilaceramento, de sentimento que não tem como expressar... De mãe que foi morta aos poucos", desabafou Marinubia Gomes em entrevista à TV Bahia. "E acima de tudo [um sentimento] de revolta porque isso acontece todo dia, e amanhã o trânsito vai continuar assim. Todo mundo sabe que ele deu um toque no vidro e falou assim 'ei, você me ultrapassou' e ela perseguir e matar meus filhos..."

Na última sexta-feira, a motocicleta em que estavam foi atingida pelo carro dirigido pela médica Kátia Vargas Leal Pereira, 45. Segundo a Polícia Militar, o ato reuniu duas mil pessoas, que foram prestar solidariedade à família e cobrar justiça. A partir dos depoimentos de testemunhas e das imagens de câmaras de segurança, a Polícia Civil vai indiciar a médica por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar).

"Eu mando esse recado a essa pessoa que diz que é médica... médica que tira vida... Eu peço que ela reflita o que ela fez", disse Marinubia. "Quem vai dizer se ela fica presa, quem vai dizer se ela fica solta é a Justiça. Mas eu peço que ela faça uma reflexão, ela tirou a vida de Emanuel e Emanuelle, meus dois pintinhos... ".


A namorada de Emanuel, Mainá  Schirnhofer, 20 anos, também buscava compreender a tragédia: "Eu queria ele de volta, mas como não tem como, a gente só pede justiça", disse.  Participaram do protesto cerca de 200 motociclistas e pelo menos 100 surfistas que pegavam onda com Emanuel na praia da Barra.

"Era um filho perfeito, não tinha problemas com bebida ou cigarro, só queria saber da natureza”, lembrou a mãe. O policial militar Rondinelle Barbosa, o primeiro a chegar ao local do crime na sexta, foi dar um abraço em Marinúbia. Ele lembra que, imediatamente após o ocorrido, diversas pessoas se apresentaram como testemunhas para relatar a discussão que a médica teve com o Emanuel momentos antes de seu carro, um Kia Sorrento, atingir a moto.

"Ao perceber que se tratava de um crime, tentei preservar o máximo a cena do crime. Só quando cheguei em casa é que a ficha caiu, não consegui dormir”, recordou o PM.


O ato acabou com os manifestantes de mãos dadas rezando um pai-nosso em frente ao poste em que a moto colidiu. No local, foram depositadas flores e cartazes em memória das vítimas. O CORREIO não conseguiu contato com o advogado de Kátia, Vivaldo Amaral — durante todo o dia, o celular estava desligado. A médica permanece internada no Hospital Aliança sob custódia policial. 

Discussão
O acidente ocorreu por volta de 8h desta sexta-feira (11). Emanuel, que completaria 22 anos na terça-feira (15), trabalhava como modelo, assim como a irmã, que também cursava Direito. Ele levava a irmã ao aeroporto.


Antes de bater no poste, a moto em que a dupla estava, uma Yamaha XTZ (placa NTQ-8040), foi atingida por um Kia Sorento branco (placa NZK-6668), guiado pela médica oftalmologista Kátia Vargas. De acordo com a delegada Jussara Souza, titular da 7ª Delegacia, a médica será indiciada por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar alguém).

A delegada se baseia em imagens de câmeras de segurança que filmaram o acidente. Segundo Jussara, a médica dirigia em alta velocidade, o que provocou uma discussão com Emanuel, que chegou a bater com o capacete no capô do Sorento. Em seguida, ainda de acordo com a delegada, Kátia saiu em perseguição à moto, o que acabou gerando um toque. Então, Emanuel perdeu o controle e terminou batendo direto no poste. Ele e irmã morreram na hora. 


Imagens
As imagens analisadas pela delegada confirmam o depoimento de quem viu o acidente. De acordo com testemunhas, a motocicleta havia sido fechada pelo Sorento na esquina da Rua do Escravo Miguel com a Avenida Oceânica, antes mesmo da primeira colisão.

O lavador de carros Maurício França de Jesus assistiu à cena. Segundo ele, após a fechada, Emanuel e Kátia discutiram. "Ela fechou a moto, daí começaram a discutir. Ela deixou ele acelerar e depois bateu nele por trás. Depois ela saiu bambeando com o carro e bateu”, disse Maurício.

Sem se identificar, um taxista disse que ambos furaram o sinal em alta velocidade. "Ele bateu no capô do carro, na certa para dizer que ela estava errada, e ela acelerou. Pelo visto, ela perdeu o controle, pegou na moto e eles foram direto no poste”.

Funcionários do Ondina Apart Hotel, também pedindo anonimato, contaram que Kátia chegou a entrar na contramão depois que a moto bateu no poste. "Ela jogou o carro na contramão, ia bater com outro carro, então fez a volta e jogou o carro em cima da calçada”, contou um funcionário. Segundo ele, a médica frequentava uma academia no apart.

O aposentado Antônio Tabajara,  72 anos, que costuma sentar diariamente em frente ao portão onde Kátia bateu, disse que escapou por pouco. "Eu ouvi a pancada, mas não tive perna para levantar. Por pouco, não fui atingido”, contou. Segundo Tabajara, a médica saiu do carro andando e demonstrava estar muito nervosa.

Fonte: Correio

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