DISFUNÇÃO ERÉTIL: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA - 3 October 2016 - JORGEQUIXABEIRA
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11:11 AM
DISFUNÇÃO ERÉTIL: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Em meu primeiro artigo sobre Disfunção Erétil (DE) abordei o aspecto da dificuldade que alguns homens tem em procurar ajuda para o tratamento desta disfunção. No artigo desta semana abordarei a prevalência e fatores de risco dessa disfunção.

Resultados interessantes e significativos foram obtidos através de uma pesquisa feita por Carmita Helena N. Abdo, pesquisadora referência na área da sexualidade humana, e colaboradores aqui no Brasil. Segundo Abdo, a Disfunção Erétil é sim um problema de saúde pública. Isso não é diferente em outros países em que pesquisas desta natureza já foram realizadas.

Em Massachusetts os americanos pesquisados entre 40 e 70 anos de idade há 52% de prevalência. Na Bélgica, por exemplo, com homens de mesma faixa etária, houve uma prevalência de 61,4% de DE. Entre os franceses de 18 a 70 anos o índice foi de 39%. Na américa latina – Colômbia, Equador e Venezuela o índice foi de 53,4% para os três países juntos. Recentemente aqui no Brasil encontrou um índice de 46,2%. Dois outros estudos da região Nordeste encontraram uma prevalência de 39,5% e 40% de DE. (Abdo, et al). Nesse estudo de Abdo, a prevalência foi de 45,1% da população brasileira e ela tende a aumentar com a idade. (Abdo, et al).

Com relação aos fatores orgânicos de risco, a idade se revelou expressiva não só no que se refere a prevalência como também a gravidade da disfunção; a hipertensão arterial sistêmica devido ao impacto sobre o sistema cardiovascular; doenças prostáticas, o diabetes mellitus. “Não foram encontrados dados estatisticamente significativos entre a DE e hábitos como tabagismo, uso excessivo de álcool, de substâncias psicoativas e de medicamentos, alterações do sono, da alimentação ou sedentarismo”. (Abdo, et al).

Os aspectos negativos a que os homens com DE se referiram estão significativamente associados a baixa auto-estima, problemas de relacionamento com a parceira e com a família, amigos, trabalho e lazer, se compararmos com as outras disfunções sexuais como ejaculação prematura, falta de desejo e anorgasmia. Outros dados interessantes são: a associação da baixa frequência de atividade sexual durante a semana em homens com DE; pouca orientação sexual na infância; dificuldades no início de suas experiências sexuais, maior incidência de falta de desejo, maior frequência de ejaculação prematura, insatisfação com a qualidade da vida sexual, instabilidade nos vínculos afetivos, além de apresentarem um índice maior de casos extraconjugais, em relação àqueles que não tem DE.

Concluiu-se com esta pesquisa que a incapacidade de estabelecer vínculos estáveis pode gerar uma maior procura por relacionamentos extraconjugais, devido a crença de que a troca de parceiras fará com que o homem supere sua dificuldade eretiva. A auto avaliação negativa e a insatisfação da qualidade da vida sexual é, em parte, devido a baixa frequência sexual semanal, bem como a presença de outras disfunções concomitantes. As dificuldades no início da vida sexual vivenciada tiveram conexão significativa com a falta de orientação sexual na infância, motivo pelo qual fica prejudicado o desenvolvimento de habilidades pessoais para o enfrentamento dos vários aspectos da vida sexual

Portanto, baixa escolaridade, menor acesso aos cuidados com a saúde devido a fatores socioeconômicos, desconhecimento acerca da função sexual, crendices, mitos, tabus e conceitos errôneos prejudicam o desempenho sexual. A religião e suas restrições com relação à atividade sexual podem aumentar a ansiedade em relação ao sexo, afetando também o desempenho sexual, mas não possui associação significativa com o risco de DE. (Abdo, et al) Entretanto, o desemprego e sua consequente influência na auto-estima da pessoa mostrou ser um importante fator de risco para a Disfunção Erétil. A depressão, por provocar a diminuição do apetite sexual, pode levar a Disfunção Erétil.

A relevância destes dados está no fato dessa pesquisa ter se baseado na amostra de milhares de homens de um dos países mais populosos do mundo, o Brasil. Por isso não podemos fazer vista grossa e fingir que o problema de Disfunção Erétil só acontece com poucos homens. Ao contrário faz parte da vida de muitos brasileiros que sofrem calados sem procurar ajuda, ou por desconhecimento ou por vergonha de falar do problema.

Creio que, enquanto um problema de saúde pública, a implementação de programas de saúde e de medidas preventivas voltadas aos problemas das disfunções sexuais como um todo, seja altamente positivo para a população brasileira.

Até a próxima.

Category: NOTÍCIAS | Views: 175 | Added by: Milena | Rating: 0.0/0
                                 
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