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Main » 2016 » Março » 4 » BRECHÓ EM SÃO JOAQUIM REPRESENTA FONTE DE RENDA E INCLUSÃO SOCIAL
3:46 PM
BRECHÓ EM SÃO JOAQUIM REPRESENTA FONTE DE RENDA E INCLUSÃO SOCIAL

Em uma das barracas da Feira de São Joaquim, na Cidade Baixa, em Salvador, a vendedora Helisleide dos Santos anuncia a venda de peças de roupas, acessórios e bijuterias por R$ 2. Junto com o preço, ela explica, em voz alta, sobre o brechó organizado pela Associação Papo de Mulher, formada por pessoas portadoras de transtornos mentais, com apoio das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA). O preço convidativo atrai os clientes que estão comparecendo ao local, nesta sexta-feira (4), gerando renda para os integrantes da entidade, além de incluí-los no mercado de trabalho.

Todos os itens vendidos na feira foram doados aos associados e captados na sede das Voluntárias Sociais, no Campo Grande, na capital, que também recebe e incentiva doações. Há 19 anos fazendo tratamento psiquiátrico, Helisleide afirmou que não é fácil conseguir emprego para os portadores de transtornos mentais, mesmo quando se possui qualificação, como é o caso dela, que é técnica de enfermagem. 

“Tem pessoas aqui que não têm nenhum tipo de renda, não têm outras pessoas para ajudar. Depois de um dia intenso de trabalho, poder chegar em casa com dinheiro ou mesmo com frutas, verduras e outras coisas que compramos na feira, é motivo de muito orgulho”, disse a vendedora. 

Quando começou, a associação era formada apenas por mulheres. Para o primeiro homem a participar do grupo, José Raimundo dos Santos, o brechó é mais uma forma de se incluir na sociedade. “Sofremos muita discriminação e dificuldades no mercado de trabalho. Já fui internado em manicômio, fui mendigo, andarilho, e isso tudo mudou depois que passei a me unir com outras pessoas que têm as mesmas condições que eu. Hoje estou na luta por mais dignidade aos portadores de transtornos mentais”. 

De acordo com a assistente social das VSBA, Ana Cláudia Bonifácio, os brechós são organizados quinzenalmente e têm um impacto muito positivo na vida e no tratamento dos usuários do serviço de saúde mental. “Nós acompanhamos essas pessoas há algum tempo e vemos claramente a mudança. Damos todo apoio e também muito carinho. É uma ajuda no orçamento, mas principalmente eleva a autoestima delas. É gratificante ver o quanto elas ficam felizes em trabalhar, em interagir socialmente sem o estigma e o preconceito que envolvem os transtornos mentais”. 

Repórter: Anna Larissa Falcão

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